Algumas pessoas não vão entender o porquê do título. E isso se deve ao fato de que muitas pessoas não sabem claramente qual a diferença de amor e de paixão. Antes que você comece a ler esta postagem, peço que você desprenda-se dos seus preconceitos; leia com calma e veja os argumentos que lhe apresentarei, pois sei que alguns são rápidos para julgar. Meu plano aqui é contribuir com o máximo possível para a compreensão da verdadeira religião. Por esta razão, é vital que façamos todo o possível para compreender está natureza. Até que façamos isso, não podemos esperar mudar o mundo e nem podemos esperar muito proveito de nossas discussões e debates religiosos, uma vez que sequer sabemos se estamos firmes no alicerce que é Jesus Cristo.
Primeiramente, é necessário entender o que é amor e o que é paixão. Os dois são muito diferentes e se relacionam claramente as emoções que vivemos. Sendo assim, antes vamos falar sobre emoções. Jonathan Edwards refere-se a emoções como as ações mais vivas e intensas da inclinação da alma de da vontade. Para ele, a soma da “compreensão” com a “inclinação” forma a “vontade”. Nossas vontades e nossas emoções não são coisas diferentes. Logo, se compreendo e tenho uma inclinação positiva, posso dizer que tenho prazer em determinado ato da vontade. Em cada ato da vontade aprovado, há um grau de prazer; e se o prazer for grande, nós o chamamos de alegria. Todo ato da vontade é relacionado a aprovação e preferencia. Todavia, há muitos atos da vontade que não chamamos de emoções. A diferença não está na natureza, e sim na força da atividade e na forma de agir da vontade.
Entendendo melhor o que são as emoções, vamos poder entrar no assunto da postagem. Entenda, caro leitor, que estes dois sentimentos vem das verdades que estão dentro do seu coração, e assim você poderá diferenciar se o que você vive é uma verdade ou uma mentira. Jesus nós ensinou que onde estiver nosso coração, ali também estará nossos tesouros. Todos sabemos muito bem que toda a nossa vontade está voltada para aquilo que consideramos um tesouro. Todavia, o que para mim é um tesouro, para você pode não ser.
Vamos começar pela paixão. O dicionario define paixão como perturbação ou movimento desordenado do ânimo; grande inclinação ou predilecção. Estranho pensar que nossas cabeças pensam uma coisa de paixão e o dicionario outra. Será que nossa definição de paixão vem do que ela realmente significa, ou de pessoas que falaram que isso é paixão e de filmes? Bem, como esta postagem é referente a esta pergunta, vamos continuar. Na minha busca sobre definir paixão, descobri que ela é citada apenas três vezes no novo testamento, sendo que em algumas traduções, a palavra paixão é substituida por afeição desordenada. O primeiro versiculo está em Colossenses 3.5, que diz: “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.” O segundo versiculo está em 1Tessalonicenses 4.4-5, que diz: “Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa, não dominados pelas paixões de desejos desenfreados, como os pagões que desconhecem a Deus.” O terceiro versiculo está em Romanos 1.27, que diz: “Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixões uns pelos outros...” Como podemos ver, estes três versiculos se referem a pecados e a nossa natureza terrena, vulgarmente conhecido na igreja como “carne”.
Neste ponto, você deve se perguntar: “O que é exatamente quer dizer paixão?” Respondo da seguinte forma: A paixão é o desejo ardente de que encontraremos o que nós necessitamos, como prazer ou amor, em determinada união e seu alicerce é o puro egoísmo. Nesta hora, alguns se assustaram ou não concordaram. Então vamos pensar juntos. Tenho certeza que todos já se apaixonaram e isso que irá nos ajudar a entender este sentimento. Lembro-me de quando era pequeno, para se preciso com doze anos, me apaixonei por uma menina que chamarei de “Anna”. Como eu gostava de ver a Anna, e imaginar nós dois juntos, felizes e sorridentes. O mais interessante, é que Anna não era da minha sala e eu não a conhecia. Como eu poderia ser feliz com alguêm que eu não conheço e não sei se gosta das mesmas coisas que eu? Simples, pois eu estava apaixonado por ela. O desejo que havia dentro de mim era pensando apenas em mim, no prazer que eu sentiria. Dentro de mim, havia a ideia que se estive-se nesta união, estaria feliz. Hoje eu sei, que se me pergunta-se o que faria Anna feliz, eu naquela epoca diria “Eu a faria feliz”, tentando esconder a minha ignorancia sobre o fato de não ter pensado se ela estaria feliz ao meu lado. Vou dar outro exemplo, mais desta vez com alguêm que tive uma historia e a quem chamarei de “Fernanda”. Como toda paixão, não sabemos precisamente quando nasce este sentimento, apenas sabemos que estamos com ele. Conheci Fernanda atraves de uma amiga, e logo fui me maravilhando com ela. Antes de um mês eu estava todo perdido e minha cabeça ficava apenas nela, sempre imaginando como nossa união seria algo maravilhoso. Então me declarei para ela e recebi um não. Logo, começei a pensar porque levei um não – sómente pessoas apaixonadas fazem isso – e cheguei a conclusão que ela não me conhecia muito bem, e com mais intimidade tudo seria diferente. Com isso decidi frequentar um mesmo lugar que ela, e que para tremenda ironia, este lugar era a igreja. Os mesmos desejo de que eu encontraria amor e prazer juntos com a união com a Fernanda era o mesmo de com a Anna. Diferente da Anna, que a minha paixão ficou apenas na minha cabeça, com a Fernanda demorou muito. Depois de quatro meses de ter levado meu terceiro não, Deus me colocou uma tarefa que me libertou daquele sentimento. Esta tarefa foi escrever em um papel o que eu amava e o que eu não amava nela, e pensar naquela lista mostrou o quanto eu era egoísta, pois haviam mais coisa que eu não amava nela e que o sentimento dentro de mim era: “Isso tudo mudará quando estivermos juntos.” Meu caro leitor, relacionamentos não funcionam assim e como na matematica – que forma o pensamento logico – o mais [+] com menos [-], sempre acaba em menos [-].
Neste ponto, você deve se perguntar: “O que é exatamente o amor?” Respondo da seguinte forma: O amor é o desejo ardente de que o outro encontre o que necessita, como prazer ou amor, em determinada ação e se o outro ficar contente, logo ficaremos contente e seu alicerce é o puro altruísmo. Talvez você não concorde com isso, por isso vamos pensar juntos. O dicionario define amor como sentimento que induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa pela qual se sente afeição ou atração. Na minha busca, encontrei cento e oitenta e nove versiculos sobre amor no novo testamento. Escolhi alguns versiculos para nós ajudar a entender o amor. O primeiro está em 1Coríntios 13.4-6, que diz: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda ranco. O amor não se alegra com a injustiça.” O segundo versiculo está em Romanos 12.9-10, que diz: “O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honras aos outros mais do que a si mesmo.” O terceiro versiculo está em João 15.13, que diz: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.” O quarto e ultimo versiculo que vou citar aqui está em 1João 4.10-11, que diz: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros.” Para mim, a definição do dicionario e os versiculos aqui colocados reforçam o que defino como amor.
Jonatham Edwars diz que: “O amor não é, pois, somente uma das emoções, e sim, a maior delas – por assim dizer – a fonte de todas as outras. É do amor que surge o ódio – ódio pelas coisas que são contrárias ao que amamos. De um amor vigoroso, afetuoso e fervoroso a Deus surgem outras emoções espirituais: um ódio ao pecado; um temor de desagradar a Deus; gratidão a Deus por Sua bondade; alegria em Deus quando experimentamos Sua presença; tristeza quando sentimos Sua ausência; esperança por um gozo futuro de Deus; zelo pela glória de Deus. Da mesma forma, amor ao nosso próximo produzirá todos os outros sentimentos corretos em relação a eles.”
Com todas estás informações, eu refaço a pergunta que é o título desta postagem. Você ama a Deus ou está apaixonado por Ele? Vamos usar as definições aqui criadas para vermos se amamos a Deus ou não. O seu desejo mais intimo em estar com Deus é alicerçado ao seu egoísmo ou ao seu altruísmo? Como eu sei que algumas pessoa não tem uma dica do que estou falando, serei mais claro. Vamos fazer algumas perguntas de sim ou não e veremos se o que você sente por Deus é amor ou paixão.
1. Você busca a Deus quando está com problemas, ou quando necessita de alguma coisa, ou está triste? Você busca a Deus para pedir direção a sua vida ou quando tem duvidas?
2. Você busca a Deus quando não está com problemas, ou quando não necessita de alguma coisa ou quando está feliz? Você busca a Deus quando não precisa pedir direção em sua vida ou quando não tem duvidas?
Não é dificil perceber quais perguntas são mais egoístas e quais são mais altruístas. Agora, me diga qual delas você mais faz com Deus? A primeira ou a segunda? É triste pensar que muitas pessoas não abrem os olhos para verem suas vidas aqui. Eu conheço milhares de pessoas que noventa e cinco porcento do tempo que passam com Deus é voltado nelas e não nEle. Eu conheço milhares de pessoas que reclamam de Deus quando não recebem uma resposta, ou uma direção, ou uma cura ou até mesmo uma palavra. Da mesma maneira que estas milhares de pessoas, quando estão bem, nem se quer lembram de Deus, ou do que ele sente ou o que ele quer. Eu diria que oitenta porcento dos cristão que vão na igreja são assim, que quinze porcento lembram de Deus, mais se colocar na balança, eles pensão mais neles mesmos do que em Deus e cinco porcento daqueles que podemos dizer que verdadeiramente amam a Deus e como já vimos na definição do amor, encontram sua alegria na alegria dEle.
Não é atoa que o profeta Malaquias faz referencia ao mesmo problema dizendo: “O filho honra seu pai, e o servo, o seu Senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se eu sou Senhor, onde está o temor que me devem?, pergunta o Senhor dos Exércitos a vocês, sacerdotes. São vocês que desprezam o meu nome! Mas vocês perguntam: ‘De que maneira temos desprezados o teu nome? Trazendo comida impura ao meu altar! E mesmo assim ainda perguntam: ‘De que maneira te desonramos? Ao dizerem que a mesa do Senhor é desprezivel. Na hora de trazerem animais cegos para sacrificar, vocês não vêem mal algum. Na hora de trazerem animais aleijados e doentes como oferta, também não vêem mal algum. Tentem oferecê-los de presente ao governador! Será que ele se agradará de vocês? Será que os atenderá?, pergunta o Senhor dos Exercitos.” [Mq 1.6-8] Como eu sei que alguns não vão conseguir se ver neste texto, vou contextualiza-los. Ofereça a sua namorada os mesmo minutos que você oferece a Deus e veja quanto tempo ela continuara a ser sua namorada. Ofereça a seu patrão a mesma devoção que você oferece a Deus e veja quanto tempo você manterá seu emprego. Ofereça a si mesmo estudar as materias da sua universidade o mesmo tempo que você estuda sua biblia e veja como suas notas ficaram.
Diga-me, você ama a Deus ou está apaixonado por Ele?