quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

De frente a Caverna Oculta.

Quem leu a postagem sobre a “Aproximação da Caverna Oculta” vai entender melhor está postagem. A caverna oculta é onde o herói confrontará a primeira grande crise da historia. O nome é bem apropriado, pois ele não sabe o que o espera dentro dela. Mas, antes de entra na caverna oculta o herói é submetido por alguns testes. Estes testes são aplicados pelos guardiões de limiar, que tem a função de não apenas testas o herói, mais também de amadurecer o seu caráter para poder entrar na caverna oculta. É hora dos preparativos finais para a provação central da aventura. Quanto mais os heróis aproximam-se das portas da cidadela, eles podem reservar algum tempo para fazer planos, dedicar-se ao reconhecimento do inimigo, reorganizar o grupo, fortificar-se e armar-se melhor, ou talvez dar uma última gargalhada e fumar um último cigarro antes de ir ao âmago da terra de ninguém. Da mesma maneira, estou me preparando para enfrentar os guardiões de limiar, para então adentrar na cidadela. Como alguns não leram a postagem que da base para esta, vou falar resumidamente sobre quais são os guardiões de limiar na minha aventura. Eles são três cavaleiros negros; o primeiro é a língua francesa, o segundo é algumas posturas de criança e o terceiro é a minha fé. Só entrarei na caverna oculta depois de vencer estes três cavaleiros negros.

Chegou uma hora, que tive que fazer uma escolha muito difícil. Vou colocar as duas escolhas aqui, antes de dizer o que foi escolhido por mim – sendo que alguns já saberão antes mesmo de eu terminar. A primeira escolha é me mudar para um quarto de 9m², ficar por lá por dois meses, então me mudar para um possível apartamento de 30m². Neste período, conseguir um emprego e continuar meus estudos em francês e vendo o que é necessário para transferir minha universidade para o campus da Rene Descartes. A segunda escolha é voltar para o Brasil, já que o dinheiro está curto, estudar francês aos sábados, terminar minha universidade de psicologia e ao mesmo tempo, começar a universidade teológica, para então poder voltar preparado para entrar na caverna oculta.

Fiz está escolha hoje e preferi optar pela segunda opção. Nesta hora alguns podem ficar em duvida com tudo que passei por aqui, outros poderão querer relutar por esta volta. Está escolha foi feita da seguinte maneira. Busquei a orientação de amigos da igreja, e todos eles deram a mesma resposta. Que eu deveria pesar o que seria melhor para mim, qual delas o meu coração estaria mais em paz e se a escolha fosse voltar para o Brasil, que eu volte com uma meta clara. Esta meta é simples. Terminar o meu curso de psicologia e de teologia, ao mesmo tempo estudar francês e então voltar para Paris. Está foi esta a minha escolha.

Os santos resistem a todo desalento, crendo que todas as coisas cooperam para o seu bem, e que, entre todas as coisas aparentemente ruins afinal florescerá uma verdadeira bênção. Deus me deu um conforto muito grande quando me lembrou da historia de Davi. Naquele tempo, Saul era o Rei de Israel. Ele começou a fazer o que Deus reprovava, e assim Deus retirou a unção de Saul e daria para aquele que seria o próximo rei. Nisso, o profeta Samuel foi procurar o novo rei e Deus o direcionou para Davi, um jovem pastor de ovelhas. Então Davi foi ungido pelo profeta. A unção não era a declaração imediata que Davi seria Rei, mais que Deus estava com ele. Depois de ser ungido, Davi ficou a serviço do Rei como tocador de harpa. Nisso, veio a historia de Golias desafiar o exercito de Israel. Está historia é muito bonita, mais poucos se lembram de alguns detalhes importantes. Davi foi ungido por Samuel, mais ele não se tornou Rei de Israel no mesmo momento. Ele trabalhou para Saul tocando harpa, depois enfrentou Golias e quando ele pensou que a situação estava melhorando, Saul com inveja resolveu matá-lo. Levou treze anos para Davi ser coroado Rei de Israel.

Eu sei que Deus me ungiu e me chamou para fazer a diferença na França, mas como Davi, terei de amadurecer o meu caráter, e para isso, alguns sacrifícios aconteceram. Já organizei a minha volta e estarei em Curitiba segunda-feira. Esta volta não afetará as atividades do blog, pois estou gostando muito de escrever aqui. A próxima postagem já está pronta e ela é referente ao um estudo que fiz chamado “O Mito da Caverna e Cristo.”

sábado, 20 de fevereiro de 2010

As provações e seus resultados.

Não é atoa que já era dito há muito tempo que existe uma diferença muito grande sobre conhecer o caminho e trilhar o caminho. Até então, não havia passado por grandes problemas, em que fosse necessário contar com as pessoas que estão ao meu lado. Lembro-me de Al Capone, que disse que quando a situação é favorável, todos os amigos estão presentes, mais quando a situação se inverte e você se vê em apuros, apenas os verdadeiros amigos ficam. Não é surpresa que a igreja, muitas vezes, se comporta da mesma maneira.

Você deve estar pensando o que aconteceu comigo nesta semana para querer escrever sobre este tema. A situação começou com um amigo meu, que veio passar uns dias em Paris. Ele chegou quarta-feira e fomos logo visitar a cidade. Voltamos à noite para casa, e ficamos conversando e quando reparei, havia esquecido de avisar o francês que mora comigo que meu amigo estava no meu quarto. Resolvi avisar ele pela manha. No outro dia bem cedo, estávamos nos arrumando para sair e o francês surge no quarto nervoso – ele escutou a voz do meu amigo – dizendo que era traição eu não ter avisado e que eu deveria sair do apartamento no final do mês. Após essa cena, fui conversar com ele e a situação ficou cada vez pior. Ele começou a mentir sobre coisas que eu faço e para completar o começo da historia, ainda fui ameaçado por ele, que se não deixa-se o em paz, ele pegaria uma faca. Depois disso ele foi embora, pois disse que estava estressado – algo que foi fácil notar – e eu e meu amigo também. À noite, depois de acompanhar meu amigo a estação de trem, para ele ir para casa de outro amigo, voltei para casa e fui conversar com o francês, que aparentemente já estava mais calmo. Pedi desculpar pela situação – que para mim nem pode ser chamada como tal – e disse que nos final do mês estaria indo embora. Quando falei que estava indo embora, o francês ficou novamente nervoso e começou a me ofender e me ameaçar. Não entendi o porquê das ameaças, pois só havia dito que ia ir embora. Cheguei à conclusão – básica e lógica – que deveria ir embora o mais rápido possível da casa, e para ajudar, o francês ainda não vai me dar o caução do apartamento por inteiro.

Talvez você tenha se assustado com essa historia – talvez – mais eu posso garanti que minha integridade física está mantida, ainda mais por que descobri que o francês tem medo de mim. Escutei-o falando no telefone – graças às benditas paredes européias mais finas do mundo – se auto-afirmando para seu amigo que não tem medo de um “brasileiro lutador de jiu-jítsu”. Para quem não sabe, eu já fiz varias aulas de artes marciais e como eu e o francês gostamos de luta livre, já havíamos conversado sobre o assunto e eu já havia lhe mostrado o emblema da academia que fazia jiu-jítsu. Sem mencionar que quem está comigo [Deus] é muito maior de que está contra mim.

Com toda está confusão, eu tive o privilegio de ver com quem eu posso contar e em quem eu não posso contar, e por uma incrível coincidência, a igreja – como sempre – decepcionou. Eu não conversei com ninguém da Hillsong, pois como eles são europeus, preferi recorrer apenas em ultima instancia. Bem, logo após toda a confusão com o francês, foi para o meu quarto buscar a Deus, que se mostrou ao meu lado em todos os momentos. Ele me guiou nos momentos da conversa e me deu uma paz diante as ameaças e do problema de localizar um novo apartamento em apenas uma semana, que para quem não conhece, aqui em Paris costuma levar um mês para conseguir. Lembro-me da passagem de Mateus 8.24, que diz: “De repente, uma violenta tempestade abate-se sobre o mar, de forma que as ondas inundavam o barco. Jesus, porém dormia.” Eu sei que estes problemas não se igualam a tempestade vista pelos apóstolos, mas a minha paz estava fundamentada na mesma que Jesus. Ele sabia que Deus é soberano e que não era sua hora. Eu confio em Deus e sei que não é a minha hora. Alguns podem dizer “e se fosse”, para eles eu digo que então eu me alegrarei e muito, pois a morte é lucro para mim. Deixar este mundo de sofrimento para se unir com o Deus da Glória, e viver aonde não há choro ou tristeza... Quer algo melhor?

Falarei em outra postagem sobre a morte. Na mesma noite, conversei com minha mãe e com uma amiga minha. Minha amiga, que estava no Brasil, esteve orando por mim enquanto eu conversava com o francês. Minha mãe, a primeira a escutar a historia completa, me ajudou muito. Até então, tudo estava bem, até no outro dia de manha, aonde fui conversar com meus amigos aqui de Paris. Primeiramente liguei para uma amiga, a quem ajudei bastante por aqui. Ela disse que estaria disposta a me ajudar, mas que eu não poderia ficar na casa dela e começou a me dar varias desculpas. Vou dar um exemplo: “Você não pode ficar aqui em casa, pois meu namorado vem à noite passar tempo comigo, e a dona do apartamento disse que eu não posso receber ninguém aqui por muito tempo, e que ela agora está vindo verificar e também não há espaço para ti e vai ficar desconfortável...” Preciso falar alguma coisa desta frase? Depois, liguei para um irmão da igreja e contei a situação. Ele ficou assustado com a historia e disse que poderia me ajudar por apenas quatro dias, pois mais que isso seria... Preciso falar alguma coisa? Depois liguei para um amigo que conheci por dois dias e perguntei se poderia ficar na casa dele por uns dias e ele disse que iria confirmar com o dono da casa, pois ele apenas aluga um quarto. Preciso falar alguma coisa da atitude dele?

Depois disso, resolvi ir numa igreja católica conversar com o padre, explicar minha situação e ver o que eles poderiam fazer. Alguns, sabendo que sou protestante, devem perguntar “o que eu fui fazer numa igreja católica” e para eles eu digo que já vi pessoas que foram mais ajudadas pela igreja católica do que pela própria congregação. Para o meu espanto, a igreja católica se mostrou mais prestativa que todos os meus amigos juntos. Acredita? O padre me escutou, me aconselhou, ligou para um irmão da igreja procurar apartamento para mim. Depois conversei com duas senhoras da igreja, que me escutaram – algo que faz muito diferença – me passaram três endereços de republica de estudantes de instituições filantrópicas, três números de telefone de associações humanitárias que ajuda estudantes a acharem apartamento aqui e enquanto eu escrevia esta postagem, o irmão da igreja católica me ligou, dizendo que achou um apartamento de 30m² por 600 €. Enquanto alguns irmãos e amigos negaram ajuda com desculpas egoístas, a igreja católica, que eu não esperava muito se levantou e me ajudou de uma maneira que nunca imaginaria. Outro que me surpreendeu, foi meu amigo de dois dias, que me ligou para ver como estava e que já havia começado a procurar lugar para mim.

É meu caro leitor, as pessoas surpreendem e muito. As provações e seus resultados. Você se lembra da vida de Jó? As duas maiores provações de um cristão foram passadas por Jó. A primeira provação é relacionada no que ele tinha. Isso incluiu suas propriedades, seu dinheiro e até a vida dos seus filhos. A segunda era em sua carne, que ele ficou ferido e como vemos em Jó 2.7-8, que diz: “Saiu, pois, Satanás da presença do Senhor e afligiu Jó com feridas terríveis, da sola dos pés ao alto da cabeça. Então Jó apanhou um caco de louça e com ele se raspava, sentado entre as cinzas.” Estas duas provações deixam claro quem as pessoas verdadeiramente são. Até onde nós iríamos pelo nossas crenças?

Agora, me diga, quantas pessoas estão dispostas a sofrer pelo que é certo? Você talvez não saiba, mais a vida cristã não é marcada por sucesso e sim por sacrifícios. Romanos 8.17 diz: Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros em Cristo, se de fato participarmos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória.” Ou você acha que Deus não prova nossa fé neste tipo de situação? Eu tenho vergonha de me chamar evangélico, pois sei que os evangélicos são uma vergonha como representantes de um Deus Santo. Não é atoa que está escrito em Romanos 2.24, que diz: “O nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vocês.” Sem falar da ironia que foi ver um estudo sobre este capitulo na igreja ontem a noite – um dia depois do acontecimento – e ver pequenas manifestações do “amar o próximo como a si mesmo.” Se eles tivessem se colocado no meu lugar, como diz o verso do amor ao próximo, tenho certeza a situação seria completamente diferente. Será que eles esquecem que a igreja é a imagem visível do Deus invisível?

Ah, se um de vocês fechasse as portas do templo! Assim ao menos não acenderiam o fogo do meu altar inutilmente. Não tenho prazer em vocês, diz o Senhor dos Exércitos. [Mq1.9]

Vocês se esquecem o que é necessário para ser chamado de cristão? Ou você acha que cristão é aquele que é chamado por homens como tal ou por Deus? Este título nada vale se sua fé estiver morta. Tiago 2.17 diz: “Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.” Jesus declara, em João 8.31-32 que se nós permanecermos firmes na Sua palavra, verdadeiramente nós seremos seus discípulos, pois “conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.”

Ah, se um de vocês fechasse as portas do templo! Assim ao menos não acenderiam o fogo do meu altar inutilmente. Não tenho prazer em vocês, diz o Senhor dos Exércitos. [Mq1.9]

Vou deixar aqui em baixo, um vídeo de dez minutos do Pastor John Piper falando sobre sofrimentos e espero que Deus transforme seu coração, como ele fez com o meu a muito tempo atrás. Aqui vai o vídeo:



Ps: Agradecimentos a Ligia Lagos, que ficou sabendo deste acontecimento no mesmo dia e esteve orando por mim, mesmo estando no Brasil.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Aproximação da Caverna Oculta.

Para os desavisados, este blog não é apenas para meus discurso e estudos. Ele também é voltado para contar um pouco da minha vida. Escolhi este título em relação ao estudo de Joseph Campbell, que é conhecido como o “Monomito”. Ele recebeu este nome, por identificar que todos os mitos têm em alguma parte da historia, pontos em comum. Todavia, não encontramos todos os pontos em todas as historias, mais a linha que forma as desventuras do herói seguem na mesma direção. Usando o Monomito como guia, posso dizer que estou na parte chamada “Aproximação da Caverna Oculta” ou “Aproximação do Segundo Limiar”. Este é a segunda situação que formam o segundo ato da historia e o começo da crise. Quem lê a palavra crise, já começa a ter uma idéia da situação, mais saibam que depois da crise, ainda tem o clímax. Bem, mais antes de explicar o Segundo Limiar, vocês devem entender quem são os Guardiões de Limiar.

Os Guardiões de Limiar, como o próprio nome já diz, são colocados nos limiares para impedir a passagem e a entrada de quem não for digno. Eles exibem ao herói uma cara ameaçadora, mas, se forem devidamente compreendidos, podem ser ultrapassados, superados, e até transformados em aliados. Geralmente, os Guardiões de Limiares não são os principais vilões nas histórias e são colocados no caminho do herói para testar sua disposição ou capacidade. Esses Guardiões podem representar os obstáculos comuns, que todos nós temos que enfrentar no mundo que nos cerca: preconceitos, opressão ou pessoas hostis. Num nível psicológico, eles podem também representam nossos demônios internos: as neuroses, cicatrizes emocionais, ou dependências e autolimitações que seguram nosso crescimento e progresso. Parece que, cada vez que a gente tenta fazer uma grande mudança na vida, esses guardiões erguem-se com toda a força, não necessariamente para nos deter, mas para testar e verificar se estamos realmente determinados a aceitar os desafios. Basicamente, testar o herói é a função dramática primordial do Guardião de Limiar.

Aproximação da Caverna Oculta vem depois que o herói conhece o novo mundo, e vai se aproximar ao grande desafio do segundo ato, ou da crise. Neste momento, ele está sendo testado mais ainda, e já consegue ver o seu objetivo. A esta altura, os heróis são como alpinistas que já subiram até um acampamento básico, por meio dos trabalhos dos testes, e agora vão fazer o assalto final ao ponto culminante. Vou colocar aqui o resumo do estudo de Campbell feito por Vogler, e acredito que vocês vão conseguir entender melhor toda a jornada.


Como em o Mágico de Oz, eu tive o teste da ilusão e agora estou de frente para os guardiões do segundo Limiar. Como eu sei que alguns estão um pouco perdidos e eu também não vou me prolongar muito, vamos deixar as coisas mais claras. Após chegar à França, e ter que me adaptar ao novo mundo, eu vi que para chegar ao meu principal objetivo, terei de enfrentar alguns guardiões. Um deles, e que tem se demonstrado ser muito forte, é a língua francesa, outro é largar algumas atitudes imaturas e deixar de ser criança – alguns vão entender quais aspectos me refiro – e outro é o que eu chamo de Fé de Neguebe. Este ultimo guardião vimos na vida de Abrão, depois do chamado de Deus para ir para a terra prometida. Quando Abrão chegou à terra prometida, o que ele encontrou foi o deserto de Neguebe. Você até ai deve imaginar a dificuldade que é viver num deserto, mais a referencia é na provação da fé. Em Gênesis 12.10 declara melhor o porquê da fé. Ele diz: “Houve fome naquela terra, e Abrão desceu ao Egito para ali viver algum tempo, pois a fome era rigorosa.” Não apenas vivendo em condições precárias, ainda houve uma fome rigorosa na região e Abrão não teve fé em Deus, e desceu para o Egito. A falta de fé de Abrão causou alguns problemas, não apenas para ele mais também para as pessoas que estavam a sua volta.

Sei que estes são apenas os guardiões, e que desafios muito maiores me esperam dentro da Caverna Oculta. Sei que estes guardiões estão me testando e forjando o meu caráter. Orem para que o confronto com estes guardiões não seja tão duro e que eu possa vencê-los rapidamente, pois vocês sabem que quando a batalha se prolonga, o que diferencia o vencedor do perdedor é a moral e a vontade. Agradeço a todos que tem acompanhando este blog, orando por mim e até para os raros que fazem comentários. Se existe alguma coisa que motiva alguém que escreve um blog, são os comentários. Agradeço a Deus por estar me dando forças e estar sendo o meu alicerce nesta jornada.

Não está sendo fácil, mais os maiores desafios protegem os melhores tesouros. Lembrem-se disso sempre.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Você ama a Deus ou está apaixonado por Ele?

Algumas pessoas não vão entender o porquê do título. E isso se deve ao fato de que muitas pessoas não sabem claramente qual a diferença de amor e de paixão. Antes que você comece a ler esta postagem, peço que você desprenda-se dos seus preconceitos; leia com calma e veja os argumentos que lhe apresentarei, pois sei que alguns são rápidos para julgar. Meu plano aqui é contribuir com o máximo possível para a compreensão da verdadeira religião. Por esta razão, é vital que façamos todo o possível para compreender está natureza. Até que façamos isso, não podemos esperar mudar o mundo e nem podemos esperar muito proveito de nossas discussões e debates religiosos, uma vez que sequer sabemos se estamos firmes no alicerce que é Jesus Cristo.

Primeiramente, é necessário entender o que é amor e o que é paixão. Os dois são muito diferentes e se relacionam claramente as emoções que vivemos. Sendo assim, antes vamos falar sobre emoções. Jonathan Edwards refere-se a emoções como as ações mais vivas e intensas da inclinação da alma de da vontade. Para ele, a soma da “compreensão” com a “inclinação” forma a “vontade”. Nossas vontades e nossas emoções não são coisas diferentes. Logo, se compreendo e tenho uma inclinação positiva, posso dizer que tenho prazer em determinado ato da vontade. Em cada ato da vontade aprovado, há um grau de prazer; e se o prazer for grande, nós o chamamos de alegria. Todo ato da vontade é relacionado a aprovação e preferencia. Todavia, há muitos atos da vontade que não chamamos de emoções. A diferença não está na natureza, e sim na força da atividade e na forma de agir da vontade.

Entendendo melhor o que são as emoções, vamos poder entrar no assunto da postagem. Entenda, caro leitor, que estes dois sentimentos vem das verdades que estão dentro do seu coração, e assim você poderá diferenciar se o que você vive é uma verdade ou uma mentira. Jesus nós ensinou que onde estiver nosso coração, ali também estará nossos tesouros. Todos sabemos muito bem que toda a nossa vontade está voltada para aquilo que consideramos um tesouro. Todavia, o que para mim é um tesouro, para você pode não ser.

Vamos começar pela paixão. O dicionario define paixão como perturbação ou movimento desordenado do ânimo; grande inclinação ou predilecção. Estranho pensar que nossas cabeças pensam uma coisa de paixão e o dicionario outra. Será que nossa definição de paixão vem do que ela realmente significa, ou de pessoas que falaram que isso é paixão e de filmes? Bem, como esta postagem é referente a esta pergunta, vamos continuar. Na minha busca sobre definir paixão, descobri que ela é citada apenas três vezes no novo testamento, sendo que em algumas traduções, a palavra paixão é substituida por afeição desordenada. O primeiro versiculo está em Colossenses 3.5, que diz: “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.” O segundo versiculo está em 1Tessalonicenses 4.4-5, que diz: “Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa, não dominados pelas paixões de desejos desenfreados, como os pagões que desconhecem a Deus.” O terceiro versiculo está em Romanos 1.27, que diz: “Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixões uns pelos outros...” Como podemos ver, estes três versiculos se referem a pecados e a nossa natureza terrena, vulgarmente conhecido na igreja como “carne”.

Neste ponto, você deve se perguntar: “O que é exatamente quer dizer paixão?” Respondo da seguinte forma: A paixão é o desejo ardente de que encontraremos o que nós necessitamos, como prazer ou amor, em determinada união e seu alicerce é o puro egoísmo. Nesta hora, alguns se assustaram ou não concordaram. Então vamos pensar juntos. Tenho certeza que todos já se apaixonaram e isso que irá nos ajudar a entender este sentimento. Lembro-me de quando era pequeno, para se preciso com doze anos, me apaixonei por uma menina que chamarei de “Anna”. Como eu gostava de ver a Anna, e imaginar nós dois juntos, felizes e sorridentes. O mais interessante, é que Anna não era da minha sala e eu não a conhecia. Como eu poderia ser feliz com alguêm que eu não conheço e não sei se gosta das mesmas coisas que eu? Simples, pois eu estava apaixonado por ela. O desejo que havia dentro de mim era pensando apenas em mim, no prazer que eu sentiria. Dentro de mim, havia a ideia que se estive-se nesta união, estaria feliz. Hoje eu sei, que se me pergunta-se o que faria Anna feliz, eu naquela epoca diria “Eu a faria feliz”, tentando esconder a minha ignorancia sobre o fato de não ter pensado se ela estaria feliz ao meu lado. Vou dar outro exemplo, mais desta vez com alguêm que tive uma historia e a quem chamarei de “Fernanda”. Como toda paixão, não sabemos precisamente quando nasce este sentimento, apenas sabemos que estamos com ele. Conheci Fernanda atraves de uma amiga, e logo fui me maravilhando com ela. Antes de um mês eu estava todo perdido e minha cabeça ficava apenas nela, sempre imaginando como nossa união seria algo maravilhoso. Então me declarei para ela e recebi um não. Logo, começei a pensar porque levei um não – sómente pessoas apaixonadas fazem isso – e cheguei a conclusão que ela não me conhecia muito bem, e com mais intimidade tudo seria diferente. Com isso decidi frequentar um mesmo lugar que ela, e que para tremenda ironia, este lugar era a igreja. Os mesmos desejo de que eu encontraria amor e prazer juntos com a união com a Fernanda era o mesmo de com a Anna. Diferente da Anna, que a minha paixão ficou apenas na minha cabeça, com a Fernanda demorou muito. Depois de quatro meses de ter levado meu terceiro não, Deus me colocou uma tarefa que me libertou daquele sentimento. Esta tarefa foi escrever em um papel o que eu amava e o que eu não amava nela, e pensar naquela lista mostrou o quanto eu era egoísta, pois haviam mais coisa que eu não amava nela e que o sentimento dentro de mim era: “Isso tudo mudará quando estivermos juntos.” Meu caro leitor, relacionamentos não funcionam assim e como na matematica – que forma o pensamento logico – o mais [+] com menos [-], sempre acaba em menos [-].

Neste ponto, você deve se perguntar: “O que é exatamente o amor?” Respondo da seguinte forma: O amor é o desejo ardente de que o outro encontre o que necessita, como prazer ou amor, em determinada ação e se o outro ficar contente, logo ficaremos contente e seu alicerce é o puro altruísmo. Talvez você não concorde com isso, por isso vamos pensar juntos. O dicionario define amor como sentimento que induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa pela qual se sente afeição ou atração. Na minha busca, encontrei cento e oitenta e nove versiculos sobre amor no novo testamento. Escolhi alguns versiculos para nós ajudar a entender o amor. O primeiro está em 1Coríntios 13.4-6, que diz: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda ranco. O amor não se alegra com a injustiça.” O segundo versiculo está em Romanos 12.9-10, que diz: “O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honras aos outros mais do que a si mesmo.” O terceiro versiculo está em João 15.13, que diz: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.” O quarto e ultimo versiculo que vou citar aqui está em 1João 4.10-11, que diz: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros.” Para mim, a definição do dicionario e os versiculos aqui colocados reforçam o que defino como amor.

Jonatham Edwars diz que: “O amor não é, pois, somente uma das emoções, e sim, a maior delas – por assim dizer – a fonte de todas as outras. É do amor que surge o ódio – ódio pelas coisas que são contrárias ao que amamos. De um amor vigoroso, afetuoso e fervoroso a Deus surgem outras emoções espirituais: um ódio ao pecado; um temor de desagradar a Deus; gratidão a Deus por Sua bondade; alegria em Deus quando experimentamos Sua presença; tristeza quando sentimos Sua ausência; esperança por um gozo futuro de Deus; zelo pela glória de Deus. Da mesma forma, amor ao nosso próximo produzirá todos os outros sentimentos corretos em relação a eles.”

Com todas estás informações, eu refaço a pergunta que é o título desta postagem. Você ama a Deus ou está apaixonado por Ele? Vamos usar as definições aqui criadas para vermos se amamos a Deus ou não. O seu desejo mais intimo em estar com Deus é alicerçado ao seu egoísmo ou ao seu altruísmo? Como eu sei que algumas pessoa não tem uma dica do que estou falando, serei mais claro. Vamos fazer algumas perguntas de sim ou não e veremos se o que você sente por Deus é amor ou paixão.

1. Você busca a Deus quando está com problemas, ou quando necessita de alguma coisa, ou está triste? Você busca a Deus para pedir direção a sua vida ou quando tem duvidas?

2. Você busca a Deus quando não está com problemas, ou quando não necessita de alguma coisa ou quando está feliz? Você busca a Deus quando não precisa pedir direção em sua vida ou quando não tem duvidas?

Não é dificil perceber quais perguntas são mais egoístas e quais são mais altruístas. Agora, me diga qual delas você mais faz com Deus? A primeira ou a segunda? É triste pensar que muitas pessoas não abrem os olhos para verem suas vidas aqui. Eu conheço milhares de pessoas que noventa e cinco porcento do tempo que passam com Deus é voltado nelas e não nEle. Eu conheço milhares de pessoas que reclamam de Deus quando não recebem uma resposta, ou uma direção, ou uma cura ou até mesmo uma palavra. Da mesma maneira que estas milhares de pessoas, quando estão bem, nem se quer lembram de Deus, ou do que ele sente ou o que ele quer. Eu diria que oitenta porcento dos cristão que vão na igreja são assim, que quinze porcento lembram de Deus, mais se colocar na balança, eles pensão mais neles mesmos do que em Deus e cinco porcento daqueles que podemos dizer que verdadeiramente amam a Deus e como já vimos na definição do amor, encontram sua alegria na alegria dEle.

Não é atoa que o profeta Malaquias faz referencia ao mesmo problema dizendo: “O filho honra seu pai, e o servo, o seu Senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se eu sou Senhor, onde está o temor que me devem?, pergunta o Senhor dos Exércitos a vocês, sacerdotes. São vocês que desprezam o meu nome! Mas vocês perguntam: ‘De que maneira temos desprezados o teu nome? Trazendo comida impura ao meu altar! E mesmo assim ainda perguntam: ‘De que maneira te desonramos? Ao dizerem que a mesa do Senhor é desprezivel. Na hora de trazerem animais cegos para sacrificar, vocês não vêem mal algum. Na hora de trazerem animais aleijados e doentes como oferta, também não vêem mal algum. Tentem oferecê-los de presente ao governador! Será que ele se agradará de vocês? Será que os atenderá?, pergunta o Senhor dos Exercitos.” [Mq 1.6-8] Como eu sei que alguns não vão conseguir se ver neste texto, vou contextualiza-los. Ofereça a sua namorada os mesmo minutos que você oferece a Deus e veja quanto tempo ela continuara a ser sua namorada. Ofereça a seu patrão a mesma devoção que você oferece a Deus e veja quanto tempo você manterá seu emprego. Ofereça a si mesmo estudar as materias da sua universidade o mesmo tempo que você estuda sua biblia e veja como suas notas ficaram.

Diga-me, você ama a Deus ou está apaixonado por Ele?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eternidade diante dos meus olhos.

Outro dia, eu estava refletindo quais as maravilhas que nós esperamos encontrar no céu. Diga-me, caro leitor, você já pensou como será o paraíso? Já parou para imaginar as maravilhas que nossos olhos contemplaram? Fiz a mesma pergunta para um amigo, que logo me respondeu dizendo: “Tudo que você imaginar será loucura.” De fato, acredito que nossa mente é limitada – e como ela é – só descobriremos quando chegarmos lá.

Mais, o que a bíblia fala sobre o paraíso? Bem, encontramos nela vários aspectos sobre ele, mais hoje quero me voltar a um texto de 1Coríntios 3.10-15, que diz: “Conforme a graça de Deus que me foi concedida, eu, como sábio construtor, lancei o alicerce, e outro está construindo sobre ele. Contudo, veja cada um como constrói. Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo. Se alguém constrói sobre esse alicerce usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz; pois será revelado pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo.” Vamos dividir o texto em duas partes, para entender melhor. Primeiro vamos falar sobre o alicerce da casa, e depois da casa.

Poucas pessoas conhecem este texto, e se elas o entendessem, tenho certeza que seus olhos estariam mais voltados à eternidade. Agora, vamos falar do alicerce. O alicerce apresentado no texto é Jesus Cristo. Todo aquele que verdadeiramente conhece a Deus, o conhece por intermédio de Jesus Cristo. Eu sei que muitos dos que lêem este blog podem não entender sobre o alicerce, por isso vou explicar. É bem provável que esta postagem fique grande, então se prepare amigo. Para entender o alicerce da fé cristã, escolhi o verso de Romanos 3.23-26 que diz: “pois todos pecaram e estão destituídos da gloria de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o ofereceu como sacrifício para a propiciação, mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser o justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” A palavra chave deste texto – e que muitos cristãos não conhecem – é “propiciação.” O texto é bem simples, todos nós pecamos, e diante de Deus estamos destituídos da sua gloria. Deus é o juiz, e todo aquele que quebra a lei, deve ser julgado e punido. O problema é que muitos acham que uma ação boa anula uma ação ruim, e este pensamento é completamente ridículo, ou você conhece algum sistema penal que faz isso? E o sistema penal de Deus não é superior que o nosso? Então nos vemos numa situação delicada, pois a sentença para aquele que pecar, na lei de Deus, é a morte [Romanos 6.23] e como todos pecaram, todos estão pré-sentenciado a morte. Mais a justiça de Deus, muito superior a nossa, aceita a propiciação. Então você me perguntaria “O que é essa propiciação?” É alguém receber a sentença no seu lugar, mediante alguns fatores. Sãos vários fatores, mais o primeiro e o mais simples é que está pessoa não esteja sentenciado. O único que poderia assumir esta sentença deve ser alguém que nunca pecou. Você conhece alguém assim? Eu também não, e foi por isso que Jesus Cristo veio. Ele não pecou, e por isso ele poderia assumir a propiciação. Ele assumiu nossa pena, sofreu em nosso lugar para que nós pudéssemos viver. Mas, não se esqueçam que o texto refere-se que a propiciação vem mediante a fé em Jesus Cristo. Logo, se você quer entender mais sobre a propiciação, recomendo você conheça a vida de Jesus e o que ele fala sobre ela. Então, Jesus Cristo torna-se o nosso alicerce e diante de Deus, somos declarados justos, pois a lei foi cumprida. Até ai, muitos cristãos conhecem – mesmo que de uma maneira bem superficial – mas, a segunda parte do texto de 1Coríntios 3.10-15 é esquecido.

Agora, vamos focar na segunda parte. Ela diz assim, seguindo do verso doze: “Se alguém constrói sobre esse alicerce usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz; pois será revelado pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo.” Este texto é algo maravilhoso, e muitos não o conhecem. Ele está se referindo ao famoso galardão (A palavra galardão significa recompensa ou premio por serviços valiosos. Este termo é muito utilizado dentro do meio cristão, pois a tradução mais usada da bíblia no Brasil é a do Doutor João Ferreira de Almeida. Eu prefiro uma linguagem mais moderna, por isso os versos da bíblia que são citados neste blog estão na tradução conhecida como NVI.). Escolhi o texto de Apocalipse 22.12, aonde Deus coloca está promessa: “Eis que venho em breve; a minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez.” Deus nos recompensará de acordo com nossos atos. No texto de 1Coríntios 3.13, nossas obras são comparadas aos materiais que usados para construir encima do alicerce. No dia do juízo, quem revelará a qualidade destas obras será o fogo. Vemos claramente, que dentre os materiais citados, há uma diferença muito clara entre eles, sendo aqueles que facilmente são destruídos pelo fogo, como madeira, feno e palha, e os que dificilmente são destruídos pelo fogo, como ouro, prata e pedras preciosas. Em 1Timóteo 6.18, podemos entender mais sobre esta analogia: “Que façam o bem, enriqueçam em boas obras...” É claro que os materiais de valores são as boas obras e os materiais sem valor são as más obras. Se você quiser saber mais sobre as obras – que particularmente não é um tema difícil – eu recomendo você se aprofundar mais na bíblia, pois como vemos em 2Timóteo 3.16-17: “Toda a Escritura é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução da justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” Se você quiser uma lista de más obras, veja 2Timóteo 3.3-5. Lembre-se, que o fogo vai consumir todas as suas obras e o que ficará de lucro, é o que não for, será consumido pelo fogo. Espero também que a maioria das suas obras sejam boas, e que possam lucrar, pois não desejo ver pessoas sendo apenas salvas e depois chorando por não ter recebido recompensa.

Agora, para vocês que vivem todas estas verdades, vamos ter uma conversa mais seria. Diga-me, você se lembra dos versos em que Jesus fala sobre acumular tesouros? Se não lembra, vou colocá-los aqui, pois eles serão necessários para a conclusão – aonde quero desesperadamente chegar. Eles estão em Mateus 6.20-21, aonde diz: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam.” Quantas vezes vocês somaram a promessa do galardão a estas afirmações de Jesus? A sua situação pode ser muito pior. Continue em Mateus 6.22 e você verá isso: “Pois onde estiver o seu tesouro, ai também estará o seu coração.” Agora me diga, onde está o seu coração? Você é tão insensato – para não dizer coisa pior – e esquece as afirmações como em Romanos 8.5-8, que diz: “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja, mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete a Lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus.” O problema e que se você ama este mundo, a ponto de depositar todas as suas ações e preocupações em ter sua melhor vida agora, então você está vivendo pela carne, e logo não conhece a Deus e quando a tempestade do juízo chegar, não haverá recompensa para ti, pois não havia nem alicerce firme. Alguns – para não dizer vários – pensaram em sustentar sua fé com obras, dizendo que estão com Deus por isso e aquilo. Para estas pessoas, eu uso as palavras de Jesus em Mateus 7.21 que diz: “Nem todo aquele que me diz ‘senhor, senhor’ entrará no reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” Nesta hora alguém – insensato de novo – vai pensar nas suas obras “religiosas”, e para eles, Jesus continua dizendo em Mateus 7.22, que diz: “Muitos me dirão naquele dia: ‘senhor, senhor’ não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal.” Pior é ter que escutar pessoas dizendo que este verso não se refere aqueles que declaram Jesus como Senhor e Salvador. Dois motivos básicos contra esta afirmação: primeiro eles estão falando com Jesus e chamam-no de “Senhor, Senhor”, declarando que Jesus é Senhor da vida deles e segundo, as obras apresentadas por eles são de pessoas que tem conhecimento da bíblia e quem expulsa demônios, realiza milagres e profetiza tem que ser do meio da igreja.

Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal.

Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus e se você ama este mundo, a ponto de depositar todas as suas ações e preocupações em ter sua melhor vida agora, então você está vivendo pela carne, e logo não conhece a Deus e quando a tempestade do juízo chegar, não haverá recompensa para ti, pois não havia nem alicerce firme.

Agora, por favor, veja este vídeo:


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Eu vejo você e não gosto do que vejo.

Quem ler este titulo, poderá pensar muitas coisas. Então, para que você não entre por outro caminho, vou explicar bem. Nós somos o que fazemos e não o que falamos. Por isso a escolha deste titulo. O que fazer quando vemos algo errado nas pessoas? Algumas pessoas me diriam “O seu certo, pode ser o errado para esta pessoa.” De fato, não somos e nem pensamos igualmente – graças a Deus – e isso é um dos pontos chaves. Mais a postagem não é voltada ao conteúdo que será discutido, e sim a forma de exortar alguém.

Avisando os navegantes de primeira postagem, que este blog tem um foco cristão, e muitos dos argumentos – para não dizer todos – tem embasamento na bíblia sagrada.

Eu acredito que noventa e cinco porcento da população não gostam de escutar “você está errado.” Então como as pessoas recebem criticas? A maioria delas vai usar milhares de mecanismos de defesa para afirmar que você está com um pré-julgamento ou pré-conceito ou o mais famoso “quem é você para falar isso”. A psicologia declara que este tipo de defesa é aplicado, quando o ego se sente ameaçado, e para fugir de tal ameaça, ativa seus mecanismo de defesa, para então sobreviver desta agressão. E olha que o ego tem maneiras bem interessantes de se defender, desde ser ofensivo e atacar o exortador ou simplesmente fugir da cena.

Você reconhece o caráter e a personalidade de uma pessoa, quando ela é criticada. (fato)

Como você responderia uma opinião contraria ou uma critica? Você, por um momento, pensaria que a pessoa pode ter razão, ou seu coração está cheio de orgulho e pré-potencia para dizer que é impossível você estar errado?

Você reconhece o caráter e a personalidade de uma pessoa, quando ela é criticada. (fato)

A igreja não está muito longe da “sociedade mundana”, assim batizado por ela mesmo, pois apresenta os mesmos noventa e cinco porcento. Até ai, nenhuma surpresa, já que a igreja de hoje em dia é muitas vezes confundida com um clube ou uma ONG. Poucos que freqüentam está instituição poderiam se chamar “cristãos”. Muitos deles, de maneira legalista, utilizam passagens bíblicas como mecanismo de defesa. Os mais comuns é citar uma das passagens do sermão do monte, aonde Jesus Cristo diz para não julgar ou citam algumas passagens aonde Jesus Cristo critica os mestres da lei da época.

Vamos começar pelo primeiro mecanismo de defesa mais usado na igreja. O verso mais usado está em Mateus 7.1, que diz: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados.” Muitas pessoas esquecem, que este verso pode ser usadas contra elas mesmo, sem levar em contar o contexto – parágrafo – que o verso está inserido. Você me perguntaria “como assim?” O próprio Jesus Cristo declara em João 3.20, que diz: “Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestadas”, ou se você preferir o resumo popular “Quem não deve, não teme” Quem utiliza o verso de Mateus 7.1 como defesa, está se equivocando e declarando que não quer ser julgado, avaliado, testado! Logo, por uma lógica simples, podemos entender que ela não quer ser julgada, pois ela mesmo não aprova o que vive e está temendo.

Agora, vamos analisar o parágrafo e entender o que Jesus está dizendo. O parágrafo, como muitos devem saber, é a soma de frases que defendem a mesma idéia. O parágrafo em que este verso está colocado vai do verso um ao verso dois. Vamos ler os dois versos, e tenho certeza que você vai começara a entender o quanto é tolo o mecanismo usado nesta passagem. O parágrafo diz assim: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e à medida que usarem, também será usada para medir vocês.” Será que as pessoas esquecem que o parágrafo forma uma idéia? Será que elas esquecem a função do “pois” que unifica os dois versos? Que nada, elas estão apenas tentando achar um lugar para se esconder, independente se ele vai realmente proteger. Sabemos muito bem, que numa guerra, se esconder atrás de um muro pode parecer uma idéia inteligente, mais “esquecer” que as balas dos inimigos atravessam muros, em nome de um conforto mental, não parece uma boa idéia. Nesta passagem, Jesus Cristo está declarando que o julgamento deve ser justo. Pois se você julgar alguém da mesma maneira que você seria julgado, o seu discurso muda radicalmente. É como o verso mais conhecido de Jesus Cristo, que diz: “Ame o próximo como a si mesmo.” Em uma maneira resumida, nos podemos dizer “Julguem o próximo como a si mesmo”.

Outro mecanismo de defesa usado pelos “cristãos” é trazer referencia aos fariseus. Para quem não sabe os judeus mais devotos a Deus eram chamados fariseus. Normalmente você poderia dizer que, os mais devotos poderão julgar de maneira justa, pois eles conhecem melhor a lei. Não é atoa que os fariseus eram conhecidos como mestres da lei. Não é errado ser um fariseu, é errado ser um hipócrita. Jesus Cristo fala, em vários versos, contra a hipocrisia dos fariseus, e não contra o titulo fariseu. Ou você vai me dizer que nunca passou na sua cabeça que o melhor juiz é aquele chamado “juiz”? Em defesa da lei que os fariseus seguiam, Jesus Cristo – em Mateus 23.3 – diz: “Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para move-los.” Jesus Cristo nunca criticou a lei, que os fariseus defendiam, e sim a hipocrisia. Ou deveria eu lembrá-los de outro verso em que Jesus defende a lei? Acredito que não, mais como sempre tem alguém perdido, aqui vai o verso. Ele está em Mateus 5.17-18, que diz: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra.”

"Minha exortação não tem origem no erro nem em motivos impuros, nem tenho a intenção de enganar ninguém; ao contrário, como homem aprovado por Deus para me confiar o evangelho, não falo para agradar pessoas, mas a Deus, que prova o meu coração. Vocês bem sabem que minhas palavras nunca foram de bajulação nem pretexto para ganância; Deus é testemunha. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor. O amor de Cristo me constrange, por que estou convencido de que um morreu por todos; logo todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmo, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. O meu ensino não é de mim mesmo. Vem daquele que me enviou. Se alguém decidir fazer a vontade de Deus, descobrirá se o meu ensino vem de Deus ou se falo por mim mesmo. Aquele que fala por si mesmo busca a sua própria gloria, mas aquele que busca a gloria de quem o enviou [Deus], este é verdadeiro; não há nada de falso a seu respeito."

Está defesa é formanda pelos textos de 1Ts2.3-5 + Rm13.10 + 2Co5.14-15 + Jo7.16-19

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Não estamos no centro.

Outro dia estava conversando com um aluno de doutorado de psicologia e surgiu um tema interessante durante a conversa. O futuro doutor será representado pela sigla FD e eu serei representado por EU.

FD: E como aquela historia da arvore que caiu na floresta.
EU: Aquela historia do perceber ela?
FD: Isso mesmo, aquela pergunta: “Se uma arvore cair no meio de uma floresta e não houver ninguém; nenhum ser humano e nenhum tipo de animal. Se a arvore cair sem ninguém ver, ela vai fazer barulho?
EU: Eu acredito que vai fazer barulho sim!
FD: Mais se não havia ninguém para testemunhar, como saberemos?
EU: Da mesma maneira que; Se todos os homens ficassem cegos, o sol se apagaria?
FD: Eu acho que não.
EU: Eu tenho certeza que não, pois eu sei que nós não somos o centro do universo.

E para te ajudar a localizar onde estamos no universo, veja está arquivo flash: